Quem Somos

OLISIPO, Agentes, Organizadores e Editores, foi uma empresa fundada em 1921 por Fernando Pessoa, que teve apenas alguns meses de vida e que tinha um logótipo cuja autoria foi atribuída a Almada Negreiros.

Nós, em jeito de homenagem, assumimos o referido nome e logótipo para dar forma a um projeto cuja MISSÃO é construir pontes entre dois países unidos pela mesma condição, a ibérica, o que os torna irmãos; mas dois países que, no entanto, vivem de costas voltadas desde as brumas do tempo. E não se trata tanto de ignorância mútua, mas sim unidireccional. A nossa tarefa principal é promover o conhecimento de Portugal em Espanha e impulsionar, desde o social e cultural, iniciativas que a Internet torna possível difundir de maneira extraordinária. Ser, portanto, fórum de encontro e intercâmbio. Porque sabemos que existe uma silenciosa mas importante parte do povo espanhol que sente uma especial atracção por Portugal. Para eles, o nosso país vizinho é UM GRANDE SEGREDO A VOZES; para a maioria, que o vê com indiferença e até mesmo arrogância, continua a ser um grande desconhecido. O nosso objetivo, com a ajuda da Internet, é espalhar esse boato. E tudo isso, a partir do amor a Lisboa… que nos obriga a tentar fazê-lo com bom gosto e respeito.

Fazemos um apelo à iniciativa empresarial privada e à nossa comunidade no Facebook para obter o apoio necessário à sustentabilidade de tal divulgação, mas acima de tudo para crescer livres. Deste modo, também procuramos o apoio do Turismo de Lisboa e do Turismo de Portugal, do Instituto Cervantes, do Instituto Camões, da Escola Oficial de Línguas e das faculdades de Filologia Hispânica e Portuguesa que, esperemos em breve, venham a colocar o seu selo de qualidade neste espaço.

Olisipo/poramoralisboa.com é uma empresa associada da Câmara de Comercio Hispano-Portuguesa. O criador e promotor do projeto é o escritor Luis Morales.

LUIS MORALES (Cáceres, Iberia, 1971) é licenciado em Direito e em Ciência Política, na UNED, e em Sociologia pela Universidade Pontificia de Salamanca; Diplomado em Estudos Avançados no Departamento de Filosofia de Direito na UNED, e Diplomado no Programa de Mestrado em Vendas na Business School ESIC. Com uma carreira profissional desenvolvida no domínio da Formação, Vendas e Recursos Humanos em empresas privadas e na universidade, desenvolveu o seu trabalho, nos últimos sete anos, em empresas de origem portuguesa. Tem ainda o título oficial de Português pela Escola Oficial de Linguas. Vive em Madrid desde 1995, embora tenha residido durante este tempo, dois anos em Lisboa e um na Irlanda. Actualmente estuda a possibilidade de voltar a Lisboa.

Luis Morales

Começa no mundo da escrita com um certo “conhecimento de causa” com 19 anos. É autor de uma dezena de relatos, guiões de curta-metragem (como guionista é formado em Cinema e Televisão na Escola Septima Ars, de Madrid), de um ensaio sobre o fenómeno da prostituição marginal feminina (tema da sua abandonada tese de doutorado) e de artigos e relatórios de natureza sociológica. Em 2004 publicou o seu primeiro romance, “A estranheza de um céu que não é o teu“, em Septem Ediciones. Em 2007 publica em co-autoria com Julio Ceballos, um notebook de viagens, resultante duma excursão de sete dias pelas aldeias abandonadas da região de Tierras Altas de Soria, a que dá o título de “O Diabo em Soria”.

Em 2008, escreveu o seu segundo romance, “Talvez se chame Lisboa…”, que acontece em Lisboa, cidade-protagonista, e que pretende ser simplesmente o grande romance sobre Lisboa que nasce da lacuna de uma obra semelhante sobre a capital portuguesa e que decidiu escrever, a partir da narração dos seus primeiros vinte dias na cidade, depois de passar nela uma larga temporada (anos 2001 a 2003). E “Talvez se chame Lisboa…” foi o ponto de partida para a construção deste site, por um lado para explorar o potencial da Internet para chegar directamente ao leitor potencial de textos desta natureza sem passar pelo anel de grandes editoras e outros intermediários, mas também e sobretudo porque até agora não existia uma página Web, com esta ambição, dedicada à cidade.

Em 2009 o escritor empreende o projeto de desenvolvimento de um episódio relatado com “Talvez se chame Lisboa…“, a história de amor (com base num tratamento rigoroso dos factos e um profundo respeito pelos personagens) entre o poeta português Fernando Pessoa e a jovem Ofélia Queiroz. Surge “Um amor como este“, uma primeira tentativa no mundo de “literalizar” essa história e esse romance, obra que finalmente será lanzada al mundo en el primer trimestre del 2015 por la prestigiosa editorial Funambulista, con la que prepara otros proyectos literarios con trasfondo ibérico.  Su cuarta novela es “Oz revisitado” (2013).

 

COLABORADORES EXTERNOS

IVÁN GONZÁLEZ, o nosso Jornalista sem Bandeira.

Iván González (Madrid, 1975) é formado em jornalismo pela Universidade Complutense de Madrid. Publicou um livro de viagens “Outras asas” (Ed. Nostrum, 2005), e tem dois livros a serem publicados; o segundo deles, “Abrazar um sapato de vácuo“, ficou entre os finalistas do Prêmio Cidade de Barbastro 2009 de novela. Viveu em Londres, Paris e Haia, onde ele fazia parte da redacção do Jornal do Hogeschool Haagse. Do seu primeiro livro, os críticos disseram: “Otras alas em vez de transcendência, busca a vida. Vida em abundância em suas páginas, própria vida do autor e os personagens que irão encontrar ao longo da estrada. Seus textos, concentrados em pequenas pílulas, são mais do que uma estreia muito promissora. Um nome que será lembrado “. (Manuel Muniz Menendez, as letras ABC, 2005/07/23). “O estilo de humor de Ivan Gonzalez faz uso de uma multa e sem alarde, fazendo nas páginas de maior sucesso que o leitor se tornar um participante da nostalgia do autor para os tempos narrados” (Letralia, Jorge Gomez, n.129) . “A prosa limpa, simples y nua revela que todos, ou quase todos, têmos pensamentos semelhantes” (Mercado Magazine, Marie Najera, maio de 2005). “A melhor característica do livro é, talvez, que a força e a transparência na linguagem com que infectam o leitor recebe, finalmente, a força de uma escrita iniciante, que, sem dúvida, nós seguimos a evolução a partir de agora” (ANAF, David Casado, Março de 2005). “Transparente, poético, positivo” (The District, Sara Morales, Abril de 2005).

Ivan Gonzalez

Ávido viajante, leva vários anos escrevendo relatos sobre suas viagens (dois de eles incluídos no Top Five Crónicas deste site), com as quais prepara um livro, intitulado “A Volta ao Mundo em 80 crônicas”, que esperamos seja um dos próximos projetos editoriais de Olisipo. Outra dessas crónicas é a de o encontro com José Saramago na sua casa de Lanzarote, que lida após a morte do Nobel português resulta ser toda uma homenagem ao Mestre.

A nossa comunidade em FACEBOOK e qualquer visitante desta página, que com as suas perguntas, sugestões, críticas e contribuições, mantém vivo o seu conteúdo e permite a compreensão mútua. Queremos evoluir no sentido de uma rede social própria Hispano-Portuguêsa, a primeira 100% Ibérica, e criar uma newsletter para incluir e divulgar notícias de interesse mútuo. Passo a passo.

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Queremos agradecer nestas linhas de apresentação à fadista Portuguesa Mafalda Arnauth e à sua editora a cessão gratuita dos direitos de autor na música que ilumina o nosso vídeo entrada. “Talvez se Chame Saudade“, uma canção cujo título foi decisivo para intitular, por sua vez, o romance “Talvez se chame Lisboa ...”, que teve como titulo inicial “Lisboa, esse estado de ânimo“. Devemos reconhecer que, entre tantos grandes artistas Portuguesas – Dulce Pontes, Mariza, Cristina Branco, Teresa Salgueiro, Misia,…- em poramoralisboa sentimos um fraquinho especial pela Mafalda. Mafaldinha, muito obrigado!